Os profissionais que trabalham com capital humano passaram a enfrentar novos desafios. A resiliência das pessoas foi testada e novas formas de conservação da saúde mental e sustentabilidade das empresas foram estabelecidas.

Em geral, pensamos somente nos aspectos econômicos das empresas, mas há algum tempo, o termo “ESG” (Environment, Social e Governance) tem sido usado como métrica, para considerar os ativos ambientais, sociais e de governança.

  • No aspecto ambiental aborda-se o uso dos recursos naturais, a emissão de gases de efeito estufa, a gestão dos resíduos, dentre outros aspectos.
  • No aspecto social, questões como saúde e segurança no trabalho, diversidade, bem-estar dos trabalhadores são abordados.
  • No aspecto governança avalia-se as práticas anticorrupção, as práticas das empresas, as questões éticas e as políticas corporativas.

Empresas que fazem uma abordagem “ESG” conseguem lidar melhor com crises, como as pandemias, por exemplo. Por isso, tem sido cada vez mais valorizadas pelos investidores que reconhecem a atenção destas empresas com o meio ambiente, com a governança e com o cuidado de seus trabalhadores.

Naturalmente, a adoção de uma prática “ESG” exige forte comprometimento da liderança e não se restringe a práticas isoladas ou a contratação de consultorias especializadas. Os seus princípios devem permear as políticas e estratégias de toda a organização e os líderes precisam ter uma mentalidade alinhada com estes princípios. O tema é transversal e não deve ser abordado apenas por um profissional ou um setor na companhia. Exige-se também uma visão sistêmica que considere a sociedade onde a empresa atua.

Além disso, surge a oportunidade de as empresas estarem mais integradas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU em 2015. Questões no âmbito social, como a igualdade de gênero, educação, saúde e bem-estar, redução das desigualdades, sociedades pacíficas, justas e inclusivas são oportunidades para que as empresas atuem internamente com os trabalhadores e externamente na comunidade, de maneira integrada com os outros stakeholders da sociedade.

Finalmente, trata-se de uma grande oportunidade para as áreas relacionadas ao capital humano, como recursos humanos e saúde se tornarem cada vez mais estratégicas e alinhadas ao negócio das companhias.

FONTE: https://rhpravoce.com.br/posts/esg-tres-letras-cada-vez-mais-importantes-para-as-empresas